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A origem
do Rito Escocês Antigo e Aceito, segundo
o Ir.´.José Carlos Ferreira Pimentel 31º, “tem
sido um dos problemas maçônicos mais obscuros, mesmo para
os eruditos, uma vez que nos documentos ou publicações
idôneas, não se conservou nenhuma autêntica prova
contemporânea”. Com efeito, não é de causar
estranheza aos IIr.´. que, em épocas remotas, documentos
escritos poderiam se transformar em um grande problema para os envolvidos,
já que imperavam as conspirações políticas
e religiosas, inclusive o controle da Inquisição.
Embora algumas correntes insistam em dar como origem do Rito Escocês
a região da Grã-Bretanha assim denominada de Escócia,
a maioria dos historiadores confirma a França como berço
do Escocismo, durante período em que a realeza britânica,
representada pelos Stuarts, esteve exilada naquele país, iniciando
conspiração para retornar ao poder.
Foi assim que, por volta de 1649, o escocismo transformou-se na primeira
manifestação maçônica em solo francês.
Acredita-se que tenha sido derivado do Rito de Heredon, e suas regras
e fundamentos sido fixados no início de 1786. Atualmente, é o
Rito mais difundido nos países latinos, bem como em todo o mundo.
A natureza complexa do Rito
Escocês pode ser evidenciada pela absorção,
em sua filosofia, de elementos cristãos, por influência
das Cruzadas e dos Templários, como também a introdução
de conceitos Rosacruzes. Além disso, está presente
um forte conteúdo das doutrinas judaicas. Podemos afirmar
que o Escocismo inicia, de fato, o Filosofismo dentro da Maçonaria,
penetrando as brumas das filosofias da Antiguidade, o que lhe dá um
sólido
alicerce, não só no aspecto doutrinário, mas
também,
no místico e espiritual.
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